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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Entrevista com Jefferson Omega Ω

Um pouco tímido ele chega, cabeça coberta por um moletom negro, cabelos repicados caindo nos olhos, e os olhos mais bem pintados que os meus. De fato quem espera um escritor de quadrinhos não deve esperar alguém lá muito comum. A aparência pouco tímida logo prova o contrario quando o “garoto” abre a boca para falar de sua vida.












Fontinelli - Então, Jefferson Omega... Escritor, roteirista, desenhista, animador, hum... Musico! Você realmente é tudo isso ou estes títulos são só pra contar vantagem? (risos)

Omega – (risos) Então, depende do seu ponto de vista, se você acha que pra ser qualquer coisa nesse mundo é preciso um diploma, então eu poderia dizer que sou animador, e estou me tornando um escritor. Mas como acredito que para a arte não há um diploma que torne um artista em artista, ele ajuda é claro, mas como acredito que um diploma não faz um artista, apesar de ser um ótimo complemento, não o diploma é claro, mas o tanto que precisou de estudar pra consegui-lo. Enfim, desenho desde criança, escrevo... bem “escrevo de verdade” a alguns anos, o mesmo se enquadra para os roteiros. Já a musica é algo que descobri meio que tardiamente, há um ano e alguns meses. Mas mesmo com o calourismo me limitando às vezes, eu tenho me esforçado para vencê-lo sempre. Acredito ser tudo isso sim. Pelo menos sei que me esforço em ser.

Fontinelli – Como mesmo disse, você se considera um artista, certo? Para você o que faz da pessoa um artista?

Omega – A arte ué!... (risos) Não, vamos lá. Me considero um artista, mas em termos. Acredito que o que torna uma pessoa o que ela é não é simplesmente o que ela faz, mas o resultado que isso traz. Me considero um artista sim, e é sim a arte que faz de alguém um artista. Porem acredito que o artista não faz a arte pra si, mas para o povo. Logo o povo acaba por intitular o artista de artista. É difícil explicar essa visão, mas é como que se cada um estivesse aqui neste mundo para contribuir com alguma coisa, a telefonista contribui atendendo telefones, o bombeiro apagando incêndios, você fazendo entrevistas e o artista dando arte ao povo. Por isso digo que sou um artista em termos. A arte que produzo ainda não está totalmente acessível ao povo. Quando eu puder realmente fazer tudo isso chegar às pessoas, ai posso começar a pensar que sou um artista mais completo.

Fontinelli – Você diz que sua obra não está totalmente acessível ao publico, porque isso acontece?

Omega – Conclusão! Entre muitas outras coisas. Lidamos com obras grandiosas, eu e a BooK PoweR estamos trabalhando em uma grande saga, e não há um material completamente acabado, concluído e registrado pra entregar ao publico de uma vez assim. Temos sim, alguns quadrinhos, a série relatos por exemplo, imagens, alguns vídeos, mas em sua maioria esse material é só uma prova do todo que estamos trabalhando para em breve apresentar.

Fontinelli – Book PoweR, como você define essa organização? Podemos chamá-la assim?

Omega – Sim claro. A BPC© e uma organização de cinco amigos que se uniram para fazer histórias em quadrinho. Ao menos essa foi à idéia inicial. Ainda somos uma organização de cinco amigos, porem a “Produtora” hoje é muito mais ampla em relação à visão de finalidade. Hoje já não são somente os quadrinhos, mas uma espécie de teia midiática, uma coisa mais multimídia. Escrevemos historias de maneira literária, como uma espécie de novel, um folhetim escrito e apresentado episódio a episódio, estes episódios escritos de maneira literária serão posteriormente adaptados para o quadrinho, alguns “áudios promocionais” (uma espécie de obra radiofônica) e o grande sonho que é a série em desenho animado e outras mídias audiovisuais. “Isso é BooK PoweR um universo de possibilidades!” E esperamos levar em uma roupagem bem própria, nova e característica um conteúdo um pouco diferente de tudo o que já foi explorado até hoje dentro do universo do fantástico. E com o diferencial de ser um material nacional. Nós (BPC©) valorizamos muito a iniciativa nacional. Acredito que o brasileiro tem que parar de ficar pagando pau pra um bando de gente de fora que não ta nem ai pra gente, e começar a olhar a riqueza que temos dentro do nosso próprio pais.

Fontinelli – Qual é a relação Jefferson e Omega? Você adotou para si o sobrenome Omega e deixou para seu personagem seu nome verdadeiro: “Jefferson Mauro”, o que isso significa para você?

Omega – Nossa, isso é uma longa história! Mas da pra resumir. Eu estou constantemente me reinventando, e chegou um momento que precisava de um novo nome pra simbolizar meu novo eu, nada melhor do que o nome do personagem que é meu alterego. Já ele continua com meu nome antigo, afinal não haveria porque mudar o nome dele, principalmente para Jefferson Omega, seria como chamar o Bruce Waine de Bruce Morcego, soaria como uma grande e incoerente idiotice.

Fontinelli – Falando em personagem, você mesmo é um personagem seu? Tipo a maquiagem, as roupas pretas, correntes. Como você vê essa questão?

Omega – As pessoas me chamam de excêntrico (risos). Mas não é um personagem, esse sou eu mesmo, faz pare de mim. Você também usa maquiagem, nem por isso é um personagem. É que quando é um menino usando, as pessoas se assustam. Gente, o mundo mudou, e nem é algo inédito, os homens usavam maquiagem no Egito antigo, cabelo grande na idade média; porque não agora? É uma questão de estilo, de personalidade, me sinto bem assim. Sou bem assim. Claro se baterem um dia minha porta as chances de me encontrarem desgrenhado e de cara lavada são grandes, mas se esbarrarem comigo na rua, as chances de me encontrarem como to agora, são ainda maiores. Esse sou eu.

Fontinelli – Você disse que te chamam de excêntrico...


Omega – (Interrompe a entrevistadora) Eu sou mesmo, tenho uma coleção de amostras de animais conservadas em álcool, me embebedo de café pra escrever, e visito o cemitério para obter inspiração! Acho que todas pessoas ligadas a arte tem suas excentricidades.

Fontinelli – Não só da arte, jornalistas também se embebedam de café. É uma das formas de entregar a matéria antes do dead-line e ainda acordar cedo para a entrevista que tem de fazer no dia seguinte.

Omega – Pois é, fiz um período de jornalismo, ouvi muito isso de meus professores.

Fontinelli – E a vida acadêmica? Como anda?

Omega – Movimentada. Passei uma semana na universidade de musica, mas estou cursando mesmo é Letras – Português e Literatura na UBM. Me profissionalizando na arte de escrever. É uma universidade bem puxada, estou até com uma produção na BPC© mais lenta por causa disso. Mas é recompensador. Pretendo quando me formar, iniciar uma graduação em musica.

Fontinelli – Então para terminar vamos falar de musica. Ouvi dizer que alem da BPC© você está montando uma banda. Como é isso? Há tempo pra tudo isso, como você concilia essas coisas?

Omega – Bem, há sim um projeto musical e banda intitulada até o momento de The Mortician’s, ainda precisamos de uma bateria e um lugar pra ensaiar, mas já temos os músicos, a idéia e a vontade, ou seja meio caminho andado. Tempo é complicado, é sempre apertando algo aqui pra fazer outra coisa ali. Porem estou compondo bastante ultimamente, e ensaiando uns covers e musicas próprias também. Não há muito a conciliar também com a BPC©. Eu cheguei a um ponto que decidi que minha vida é essa produtora, e tudo o que eu tenho aprendido de um tempo para cá tenho usado para melhorar a produtora. Por isso comecei a estudar musica, e como depois que se é mordido pelo bicho da musica, não se tem mais volta, uma parte do The Mortician’s é voltada à BPC©. Existem musicas próprias para a BP, e musicas sem compromisso com a BP, mas que provavelmente serão posteriormente usadas como trilhas e temas também. Gosto de pensar que não são coisas muito distintas, afinal o nosso guitarrista base o Jake também é membro da BP. Ta tudo em casa.

Fontinelli – Para finalizar, o que gostaria de dizer para as pessoas que acompanham o site da BPC© e o seu trabalho?

Omega – Muito obrigado! Toda essa gente é que da força pra nós que estamos tomando essa iniciativa com a produtora. Sei que não é muita gente ainda, mas sei que nosso trabalho ainda ta só começando, ainda teremos muito pra levar ao nosso publico e conquistar muito mais publico. Mas toda essa galera que acompanha agente dês de que estávamos engatinhando e rascunhando os primeiros esboços e palavras são as mesmas pessoas que nos motivam a dar o melhor de nos mesmos e sempre nos superarmos. E eles, vocês podem ficar despreocupados vamos ter muita arte e de boa qualidade pra oferecer a todos vocês! Estamos sempre trabalhando pra isso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Biografia, eu e BooK PoweR

Boa noite a todos!
Meu nome é Jefferson Omega, tenho 19 anos, sou um garoto crescido, mas minha alma é a de um eterno menino. Sou brasileiro, nasci e cresci no interior do estado do Rio de Janeiro, em uma bela cidade conhecida como Barra Mansa, está viria ser o palco dos maiores acontecimentos de minha vida (Bem, não é segredo para ninguém que amo minha cidade). Geminiano nato com ascendente em Leão, simplesmente não consigo ficar parado, sinto uma necessidade enorme de produzir, criar e comunicar; e tudo isso somado a uma curiosidade sem limites que carrego desde minha tenra infância.

Pois bem, eu cresci vendo desenhos animados, Marvel, DC, Animes japoneses, Tokusatsus, documentários da TV escola entre outros itens que fazem parte de uma salada de informação e entretenimento capaz de embrulhar o estomago de alguns e aflorar o apetite de outros. Digamos então que eu era do tipo guloso.

Entre brincadeiras sérias e uma boa dose de puro lazer, ao lado de meu melhor amigo Diego Araujo, ainda crianças começávamos a engatinhar os primeiros passos para o que hoje chamamos de produtora integrada.

Logo veio a adolescência, e com ela a explosão de hormônios e mudanças que fazem você ver o mundo com um olhar totalmente novo e inconstante a todo momento. Foi nessa época que a literatura começou a se integrar a minha vida. Começou com a primeira paixão que lógico era pelos quadrinhos e logo em seguida, por livre e espontânea obrigação das professoras de português do ginásio vieram os primeiros livros. Vocês não sabem hoje como sou grato a elas, jamais abandonei estas duas mídias desde então, e hoje são partes constantes da minha vida.

Pois bem com 13 anos, um menino bombardeado por idéias malucas, paixões avassaladoras e um desejo incessável de aprender sempre mais, e mais que tudo criar, eu desisti de me contentar com meus simples rabiscos e com minhas idéias mal formadas e decidi que iria aprender a desenhar. Na verdade mais que isso, eu decidi que ia fazer historias em quadrinhos.
Assim surgiu o personagem Omega. Um herói adolescente que era quase que como um espelho de mim mesmo e os problemas que um garoto geralmente enfrenta no dia a dia. Tudo isso lógico incrementado com super-poderes e megalomanismo. Bem, a idéia era nobre, mas minhas capacidades escassas. Hoje eu não mostraria aquela primeira edição em folhas dobradas de papel oficio a quase ninguém, porém foi um passo enorme para um caminho que talvez eu não me desse conta, mas começava a trilhar naquele momento.

Não tardou e a segunda edição surgiu. Ainda precária em arte e roteiro, porem a melhoria do trabalho já se tornava visível. Isso chamou a atenção para um grupo de amigos, acho que em todos os colégios tem exemplares deles, tachados de nerds e otários que na verdade são muito mais que isso, mas ninguém se importa. Pois bem lá ficávamos nós a todo tempo, na hora do intervalo ou até mesmo em meio às aulas chatas sempre discutindo sobre desenhos animados e super heróis. Aquilo para mim era como uma assembléia de pensadores gregos, ali eu difundia minhas idéias, narrava e mostrava minhas histórias. Aprendi muito com eles que me deram dicas muito valiosas na época. Eternamente grato a esses nomes: Fabrício Magno e Jonas Magalhães.

Enfim aquilo que eu chamava de 2° edição da história do Omega já não me era o suficiente, então eu resolvi inovar, a idéia era uma 3° edição. Porém ela revolucionaria minha idéia, e das três seria a única que hoje considero oficial. O empreendimento me custou meus dois meses de férias para concluir uma espécie de rascunho. Porém somente cerca de dois anos depois que eu a iria concluir definitivamente. Hoje a revista em quadrinhos A trindade: Saga do Hero episódio 1 – Lágrimas de sangue (eu sei que o nome é grande...) é uma obra de 136 paginas totalmente colorida, digitalizada, dividida em duas partes. (...Mas grande não é só o nome)

Este quadrinho foi uma verdadeira escola para mim, com ele eu realmente comecei a aprender a desenhar, a roteirizar, planejar, diagramar, editar graficamente, colorir, etc... Enfim eu finalmente aprendi a ser gente dentro daquilo que pretendia trabalhar. Desenvolvi a idéia de universo dentro do meu quadrinho e idealizei um selo o qual chamei de BooK PoweR.

No desenrolar deste quadrinho, eu vim a conhecer em 2005 um cara chamado Athus Henry, que criava histórias assim como eu. Porém ele somente escrevia. Eu estudaria com ele no ensino médio em 2006 onde começaríamos a desenvolver varias idéias, até eu incorporar uma versão de seu personagem Dragon-X dentro da seqüência da Saga do Hero. Este episódio dois que viria a ser conhecido como Novo Genesis.

Em 2007 logo após eu retornar de minha reclusão social de três meses que dediquei quase que inteiramente a edição gráfica e coloração da HQ Lagrimas de sangue. Eu fui abordado por um colega de classe, Kleyton Gomes, que se interessou por meu trabalho. Eu que na época começava a escrever um livro, disponibilizei os primeiros episódios para ele ler, e ele o fez. Dias depois ele me fez uma proposta, de junto com nosso amigo Athus, escrevermos uma história, um crosoover de nossos universos e idéias. No começo eu hesitei, porem varias discussões nas nossas assembléias de carteiras de colégio, nas aulas vagas e nos nossos passeios noturnos me levaram a acreditar que poderia dar certo. Então foi ali no final de 2007 que começamos a traçar as diretrizes para o que fazemos hoje.

Depois de um sumiço misterioso, Kleyton retorna no inicio de 2008, e por volta de abril e maio, em uma série de reuniões decidimos que nosso empreendimento era mais que um simples crosoover. Assumimos o compromisso de criar juntos desde então e assim unificamos as três histórias criando um único universo, dessa forma nasce o Universo BooK PoweR Comics© Integrado no qual trabalhamos desde então.



Logo em seguida incorporamos meu querido amigo Diego Araujo em nossa equipe. Hábil estudante de artes marciais. Não haveria melhor pessoa para se encaixar como Diretor de ação de nossa produtora.
Recentemente adotamos nosso mascote (risos) Jader Pedro Martins como escritor mirim, ele que sempre nos acompanhou e nos ajudou com suas idéias hoje acha seu espaço dentro da própria produtora começando a escrever seus primeiros episódios.

Hoje, a BooK PoweR Comics© é uma produtora independente de entretenimento e literatura voltada para histórias em quadrinhos, trabalhando dentro do seu próprio universo integrado e interligado de personagens. Nos encontramos no momento desenvolvendo uma grande saga denominada Saga dos Olhos. Este é um projeto inovador e tem estado em nosso foco desde maio de 2008 quando começamos a produzir nossos primeiros episódios.



Esta produtora é o me sonho e projeto de vida que hoje eu compartilho com estes grades amigos e companheiros de trabalho, a todos nós eu desejo sucesso, e a todos vocês leitores eu desejo que possamos oferecer sempre o melhor em entretenimento dentro de um produto nacional com censo critico e emocional capaz de encarnar o verdadeiro poder do livro (Book Power) de transportar as pessoas para um novo universo de possibilidades.

Boa noite!

Cro-Maat :.

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